Especial 50 ANOS DA CHEGADA DOS MONGES ITALIANOS A SÃO JOSÉ DO RIO PARDO HISTÓRICO DO MOSTEIRO NOSSA SENHORA DE SÃO BERNARDO
O nosso Mosteiro foi fundado em 1943, precisamente no dia 22 de fevereiro. O fundador foi D. Afonso Heun, Abade de Marienstatt, na Alemanha, que desejava um lugar para transferir sua Abadia, por motivos relacionados à II Guerra Mundial. Segundo se conclui pela observação de várias fontes e estudos, D. Afonso Heun chegou nesta cidade em 1939, possivelmente no dia 19 de março; no entanto, apesar da fundação ter sido aprovada em 1943, D. Afonso não ficou sempre aqui em São José do Rio Pardo, mas transferiu-se para outra cidade, ficando o Mosteiro canonicamente ereto, porém. No Capítulo Geral da Ordem, de 1957 o Mosteiro passou à Congregação de São Bernardo, da Itália (Atual Congregação Cisterciense de São Bernardo) que, em 06/1949, assumiu definitivamente a fundação. Os monges desta Congregação ficaram hóspedes da Escola Santa Maria (IBVM) até construírem o Mosteiro, que foi inaugurado, após muito trabalho e necessidades, aos 02 de fevereiro de 1958.
Praticamente até 1964 o Mosteiro não recebeu vocações; os monges sacerdotes desempenharam o papel de pároco em várias cidades da região, como Caconde, Divinolândia, Tapiratiba e São Sebastião da Grama. No ano de 1964 o Mosteiro permaneceu fechado, pois transferiu-se para São Paulo, onde tinha a paróquia Nossa Senhora das Graças. Reaberto no ano seguinte, o Mosteiro começou a receber seminaristas menores e hóspedes estudantes da região que vinham estudar nas escolas da cidade. Aos 25/01/68 ao Mosteiro foi confiada a cura dalmas da nova paróquia da cidade, Paróquia de São Roque. De lá para cá sempre houve um bom relacionamento dos monges com os trabalhos paroquiais. O Santuário de São Roque, a partir de 1968 "Matriz São Roque", foi inaugurado em 1942 por D. Afonso Heun e não está ligada geograficamente ao prédio do Mosteiro; em São Paulo temos, desde 19/06/1955, a Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Nova Cachoeirinha, tendo adjunto a casa dos estudantes de Filosofia e Teologia. O reitor da casa é o pároco; ainda tivemos uma paróquia no longínquo Estado do Piauí, em Caracol, onde um monge viveu sua experiência missionária. A partir de 1968 começaram a chegar as primeiras vocações. Os primeiros não fizeram o noviciado em São José do Rio Pardo, mas no mosteiro de Santa Cruz, em Itaporanga SP, da Congregação Brasileira dos Cistercienses. Só a partir de 1978 é que o nosso Mosteiro começou a ser também Casa de Noviciado. De lá para cá sempre tivemos noviços. Aqui também fizeram o noviciado monges da Abadia Territorial de Claraval MG, da Congregação de Casamari.
RELATÓRIO DE DOM AFONSO HEUN (abade alemão, primeiro cisterciiense a chegar a São José, em 1949)
No dia 05 de junho de 1949, chegaram em Santos os três Padres de S. Croce in Gerusalemme, Roma: Revmo. Pe. Nivardo Fontemaggi, superior; Pe. André Montecchi, Pe. Bernardo Biagiolo. Pe. Martinho OSB os acolheu, conforme minhas prévias informações, de uma maneira amigável, no Mosteiro dos Beneditinos. No dia 06 de junho, nós cumprimos juntos as formalidades na Alfândega; despachamos os caixotes diretamente para São José do Rio Pardo e viajamos à tarde para São Paulo, onde os Padres encontraram hospedagem no Mosteiro de São Bento. De 07 a 10 de junho, foram cumpridas as formalidades na Polícia, em São Paulo, o que necessitou de muitas correrias e investigações. De 13 a 15 de junho, estadia e participação das festas do Jubileu de Prata do Abade Afonso, em Mairinque. No dia 18 de junho, às 5h30 da tarde, os Padres chegaram a São José do Rio Pardo, acompanhados pelo Padre Athanásio, prior de Itaporanga. Na estação esperou-os o Revmo. Pe. Paulo, o capelão do Hospital, as autoridades civis (prefeito, juiz de direito, delegado regional de polícia, delegado adjunto, diretores das escolas secundárias) e muito povo. Fomos levados em automóveis para a Igreja Matriz, onde o vigário, cônego Adauto Vitali aguardava-nos, junto com as associações religiosas. O Pe. Paulo saudou na língua italiana, em nome da paróquia e da cidade, os Padres recém-chegados, tendo o D. Abade Afonso respondido em português. Em seguida o cônego Adauto exprimiu sua alegria pela colaboração sacerdotal no vasto e enorme campo de sua paróquia com 40.000 almas e entregou, por escrito, aos Padres os poderes da Cúria Diocesana. Com o "Te Deum", terminou a festa. Depois todo o povo cumprimentou os Padres. Todos estavam cheios de alegria visível. A pequena residência de "S. Bernardo" foi muito bem preparada pelas irmãs do I.B.M.V. sob a iniciativa e colaboração da Superiora Geral, M. Augusta de Kettenburg; visitamo-la e logo após fomos à Igreja do convento S. Roque, que se apresentava muito bem ornamentada e iluminada; aí o coro das irmãs nos saudou com o Laudate Dominum. Foi uma recepção que, por seu brilho exterior, exprimiu a satisfação e o entusiasmo de todos. Dia 19 de junho Às 9 horas foi celebrada na Igreja do convento uma missa pontifical-solene assistida por uma grande multidão. Como presbítero presidente serviu o cônego Adauto, como assistentes, Pe. Prior Athanásio de Itaporanga e Pe. Prior Nivardo Fontemaggi. Pe. André serviu como cerimoniário. Estava também presente o Revdo. Pe. Otto Maria, como representante do Mosteiro dos Redentoristas em São João da Boa Vista. No começo foi lida uma ata, assinada por todos sacerdotes presentes. Em seguida, D. Abade Afonso entregou ao Pe. Prior Nivardo as chaves da Igreja, com estas palavras: Com gaudio magno et profunda satisfactione volo transmittere in hoc momento hanc fundationem Sancti Bernardi, cum desiderio et petitione ut haec fundatio sit regularis secundum regulam Sancti Benedicti et Constitutiones Ordinis Nostrae ad gloriam Dei, Ordinis Nostrae et huius Parocciae. Depois da alocução de D. Abade Afonso, começou a missa pontifical, durante a qual se fez ouvir o coro das Irmãs: o santo sacrifício foi celebrado em ação de graças ao Deus onipotente e bondoso. À tarde realizou-se ainda uma especial devoção em ação de graças. De 20 a 29 de junho deve-se mencionar o seguinte: a) as visitas oficiais às autoridades causaram a impressão de que todas estavam contentes com a chegada do novo convento e ofereceram, em parte, seus serviços. De um modo especial o fizeram o Diretor do Ginásio e o Juiz de Direito, católico excelente e congregado mariano; b) também, o primeiro contacto com o povo da cidade que, em sua origem é todo italiano, e ainda hoje o é na maioria, mostrou a grande satisfação geral; todos estão seguros de uma maior assistência espiritual. Isto se refere principalmente às Irmãs do Colégio Stª Maria, às Irmãs italianas do Hospital e do Orfanato; c) as relações entre a paróquia e a nova fundação pareceram, a princípio, um tanto difíceis, porém, graças a Deus, tudo se encaminhou para o melhor e da esperanças fundadas de uma colaboração satisfatória e fecunda e de uma solução favorável. Em primeiro lugar a paróquia com 40.000 almas e suas muitas capelas com um único sacerdote, precisa da colaboração dos Padres. Em segundo lugar, o Sr. Bispo Diocesano estabeleceu um acordo por escrito, servindo de base para colaboração com o cônego Adauto. Em terceiro lugar, no dia 26 de junho, o cônego Adauto declarou ao abade D. Afonso ser favorável ao acordo; acentuou particularmente sua vontade em colaborar com os padres e animou também para que a casa se construísse junto à igreja, prometendo ainda seu auxílio. Finalmente, D. Abade Afonso se ofereceu tanto ao Sr. cônego Adauto como ao Prior Nivardo, para ser o mediador em todas as questões, dúvidas e dificuldades; d) se, no caso de uma boa colaboração, os Padres aspirarem a fundar uma nova paróquia como D. Manuel mesmo mencionou em sua carta de 14-05-1949 "Voltando da Europa, estudarei a probabilidade da paróquia" dependerá de 4 opiniões particulares. Não só conforme a própria experiência, mas seguindo o exemplo dos RR. Padres Redentoristas em São João da Boa Vista e dos Capuchinhos, em Mococa, Dom Abade Afonso não insistiria nisto. A maior e sedutora independência e a liberdade de agir no próprio distrito paroquial opõe-se à responsabilidade, à complicação e as múltiplas dificuldades da administração de uma paróquia de nossos dias que, não raras vezes, se transmitem à vida comum e monástica. Finalmente, na cura de almas, o que produz efeito na direção do povo não é o título nem a extensão delimitada, mas sim o trabalho, o zelo e a prontidão. e) estimulado por D. Manuel e solicitado por repetidos pedidos de Monsenhor Lauriano, DD. Vigário Geral, para cuidar das paróquias vizinhas de Itobi e Tapiratiba, quero me exteriorizar da maneira seguinte: 1º No princípio os padres não deviam se encarregar da administração das paróquias, a fim de poderem empregar todo o tempo no estudo da língua e do ambiente, como também para se acostumarem a familiarizarem com o País e os métodos de cura dalmas que, em parte, lhes são novos. Além disso, a grande necessidade espiritual no "campo enorme e vasto" da paróquia de São José do Rio Pardo como o Sr. cônego Adauto se exprimiu e mais a organização do serviço em São Roque, Matriz, Capelas, Colégio e Hospital não só ocupam inteiramente as forças dos três padres, como também os sobrecarregarão logo, de maneira tal que não lhes ficará tempo nenhum para outras paróquias. Finalmente, o trabalho na cidade e na paróquia São José do Rio Pardo estabelece uma união muito mais estreita entre o povo e o Convento, garante um interesse maior e com isso um desenvolvimento mais rápido. 2º Como D. Abade Afonso conhece o país e o povo e também a vida paroquial há dez anos, ele propõe e se oferece para examinar melhor as duas respectivas paróquias, vendo-as de perto, em agosto. 3º Os trabalhos devem limitar-se, de modo que o respectivo padre tome parte da vida conventual litúrgica e comum do Mosteiro durante a semana, e somente aos sábados e domingos (em casos excepcionais nos dias de semana) exerça o serviço na paróquia. 4º A responsabilidade de uma paróquia só se poderia levar em consideração se a abadia mãe, dentro de um ano, pudesse mandar dois outros padres. f) As relações com o Colégio Santa Maria são reguladas da maneira seguinte: o Pe. Prior, como confessor e diretor espiritual, encarregar-se-á da direção e cuidado espiritual das Irmãs. Todos os dias celebrar-se-á a Santa Missa, na Capela do Colégio, se, excepcionalmente, ou por motivo particular não se fizer outra combinação entre o Prior e a Madre Vigária. Aos domingos, se a paróquia o exigir, as Irmãs estarão prontas a renunciar à Santa Missa na própria capela, e ir à Igreja de São Roque. Além da confissão semanal, pede-se uma conferência religiosa ascética, mensalmente, como também lições de catecismo, quatro vezes por mês, de meia hora cada uma, separadamente para noviças como também para as candidatas. O catecismo para as últimas, poderia ser dado por um outro padre, como substituto. Em compensação, o Colégio põe a casa de moradia à disposição do Convento, junto com a mobília, que é somente emprestada, porém, que mais tarde o Convento poderá adquiri-la, se assim desejar. Note-se que as Revdas. Irmãs prepararam a "residência provisória de São Bernardo" com diversas despesas e trabalho, porém ainda com maior gratidão, e que elas também estão prontas a cooperar eficazmente para incentivar a vida espiritual na Igreja de S. Roque, com canto, catecismo, etc. Além disso, o confessor espiritual receberá as refeições sem retribuição pecuniária, ao passo que os dois outros padres pagarão mensalmente Cr$ 300,00. As refeições são servidas no parlatório do Colégio. Pelo cuidado da roupa fica determinado um pagamento mensal de Cr$ 15,00 por pessoa. A questão da moradia, refeição e roupa foi assim resolvida com a maior boa vontade por parte das Irmãs, e para os padres a solução não poderia ter sido melhor, mais agradável e nem mais econômica. g) Em relação à transmissão material seja ainda mencionado: a Igreja de São Roque deve sua origem à promessa de seis italianos, que no tempo de uma epidemia foi entregue à Ordem por D. Alberto, bispo já falecido. Durante muitos anos ela ficou sem acabar, abandonada, sem torres nem janelas, e assim muito prejudicada pela influência do tempo. No ano de 1942, D. Abade Afonso tomou conta dela e a terminou com grandes sacrifícios pessoais. Colocaram-se as janelas com artísticos "vitraux", e em partes com pinturas e símbolos; arranjaram-se as portas e foi posto o assoalho; ergueram-se três altares de mármore e, por belas pinturas à óleo foram indicados os futuros altares; adquiriu-se o trono, o confessionário e bancos; instalou-se a canalização da água e da luz elétrica. A sacristia foi reformada, mobiliada e provida. Além do mais, foram adquiridos por compra, dois alqueires (5 hec) de terra, contíguos à Igreja, para a futura construção do Convento e seu jardim.
Junto com os donativos, em virtude de relações pessoais ou de trabalhos espirituais ou ainda na cura das almas, o Abade Afonso gastou a soma de Cr$ 110.503,40, o que corresponderia hoje a um valor de pelo menos Cr$ 250.000,00 ou 250 contos (a 50 Dollars). D. Abade Afonso conserva a proposta feita no congresso de Hauterive, de entregar a fundação à Abadia S. Croce. Com exceção de alguns objetos inteiramente pessoais da sacristia, ele entrega tudo conforme o inventário incluso. No entanto aconteceu o seguinte: como é notório, o Congresso de Hauterive aceitou unanimemente a "definitio" redigida pelo Abade Procurador Geral a respeito do Convento de Hardehausen. Três meses mais tarde D. Abade Procurador Geral suspendeu esta "definitio" numa conferência em Himmerod, com representantes do Convento de Hardehausen. Disto D. Abade Afonso foi informado só mais tarde, portanto ficou diante de um fato consumado. Este fato modificou essencialmente a situação de D. Abade Afonso e de seus dois irmãos leigos Vitus e José, e modificou a volta do Abade e Irmãos para a Alemanha. D. Abade Afonso empregou tantas forças e dinheiro na obra de São José do Rio Pardo, e além disso manteve um serviço caritativo de socorro para os monges, presentes e benfeitores de Hardehausen nos anos difíceis e desesperadores de após-guerra; esta campanha foi organizada exclusivamente por seus trabalhos pessoais; finalmente foi obrigado a custear a viagem dispendiosa à Europa, no ano passado. A volta de três pessoas equivale para D. Abade Afonso a uma carga enorme, quase impossível, pois, além das grandes despesas para viagem e para adquirir roupas e demais necessários para as três pessoas que regressam, D. Abade Afonso deveria também cuidar que, não só o Convento completamente empobrecido, como também os três co-irmãos que se esperam ainda do cativeiro russo, possam ser providos com o essencial em vestuário, como roupas e sapatos que seriam daqui enviados. Por isso, em consideração à sua situação difícil, D. Abade Afonso faz ao novo Convento de São Bernardo como também à Abadia S. Croce o pedido de ajudá-lo de qualquer maneira seja especialmente acentuado: O Abade não exige, ele só pede humildemente, um auxilio. Todavia, a condição é a seguinte: que a nova fundação em São José do Rio Pardo não seja perturbada ou detida de maneira alguma no seu desenvolvimento normal. Talvez isto fosse possível pela aceitação de intenções para às santas missas, ou da maneira seguinte: Em negociação com o Bispo D. Manuel, D. Abade consentiu que a paróquia de São José do Rio Pardo deve ceder ao Convento S. Bernardo 10 por cento da renda da festa de S. Roque. Além disso o Convento tem o direito de fazer uma festa por sua própria conta. Com os rendimentos extraordinários auferidos nas duas festas, talvez se pudesse ajudar D. Abade Afonso, sem que isto causasse prejuízo ou desvantagem ao novo convento. Para auxiliar o bom êxito das festas, D. Abade Afonso põe em disposição, tanto da paróquia como do Convento de São José do Rio Pardo, seus préstimos. h) por fim, D. Abade Afonso quer deixar alguns conselhos, como expressão de seus sentimentos amigáveis e paternais para com o novel Convento de São Bernardo, por cujo desenvolvimento ele terá sempre um profundo interesse: 1º) Não prefirais nada à "Opus Dei" como aconselha na sua Santa Regra nosso Pai Comum, S. Bento, conservai e mantende uma vida comum. 2º) Aspirai sempre a incentivar o movimento religioso do povo, na Igreja do Convento S. Roque, por meio de belos ofícios divinos, por uma pronta disposição para ouvir sempre confissões e, por um estímulo à devoção e veneração a S. Roque. 3º) Cuidai e mantende, sem prejuízo da vida e do espírito monástico, uma colaboração zelosa, porém humilde, na matriz e na paróquia, sabendo e lembrando-se conscientemente de que, todo trabalho sacerdotal é só serviço, serviço ao Altíssimo e às almas imortais. 4º) Exercei, sistematicamente, conforme for possível, a cura de almas nas capelas, isto é, em dias marcados, com assuntos previamente determinados para as práticas e catecismos, visando a educação lenta mas contínua, para a recepção dos santos sacramentos. 5º) Esforçai-vos por fazer um balanço exato e economia razoável, com o fim e a vontade férrea de erguer logo a primeira construção do convento. Estejamos porém sempre lembrados na exortação: "Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça" a fim de vos tornardes digno de garantia, porque "todo o resto vos será dado por acréscimo." Deus seja convosco! São José do Rio Pardo, no dia de S. Pedro e S. Paulo, 1949
Dom Afonso Heun Abade
MINUTA PARA O CONTRATO A SER FIRMADO ENTRE A ORDEM CISTERCIENSE E A PARÓQUIA DE SÃO JOSÉ DO RIO PARDO
DIOCESE DE RIBEIRÃO PRETO
Cláusulas: 1- A Ordem Cisterciense determinará um sacerdote para auxiliar nos trabalhos da Igreja Matriz, dentro do seguinte horário, diariamente: Das 6 h. às 10 h Das 13 h. às 16:30 h. No período da noite. Observação: Este horário poderá ser alterado, mediante combinação com o Revmo. Pároco, quando estiver na sede paroquial. 2- Além das intenções de Missas, o Vigário Cooperador receberá a gratificação de Cr. $ 500,00 mensais. 3- O Vigário Cooperador poderá encarregar-se da Ação Católica, da Cruzada Eucarística infantil, Congregação Mariana e Pia União das Filhas de Maria. 4- Um outro sacerdote, que for para isso determinado, ficará encarregado da assistência espiritual às Irmãs, na qualidade de Capelão, devidamente provisionado pela Cúria. 5- Um terceiro sacerdote tomará o cuidado das Capelas, segundo determinação do Pároco. Os emolumentos providos das Capelas, excluída a parte que pertencer a Cúria Diocesana, deverão ser divididos em partes iguais, uma ao Pároco, outra ao sacerdote encarregado das Capelas. 6- Relativamente à Festa de São Roque, o Pároco dará à Ordem 10% do resultado bruto da festa. A Ordem poderá promover uma festa durante o ano, dando ao Pároco 10% do resultado bruto, enquanto perdurar a construção da Igreja Matriz.
Cúria Diocesana de Ribeirão Preto, 31 de maio de 1949
MAIRINQUE, 02/04/1951
"Revmo. D. Prior Nivardo.
Cordiais saudações em N. Senhor. Só hoje posso dar resposta a sua carta do dia 13/02/1951. 1- Parece-me que o Sr. fez um bom negócio com aquela casinha. Também as condições foram ótimas. 2- A respeito da personalidade jurídica, o seguinte: junto uma cópia da nossa Associação. O título é semelhante as de Itaporanga, que se chama: "Associação Brasileira dos Cistercienses." O texto é mais ou menos comum com todas associações tais. 3- Junto segue um papel escritura do terreno da Igreja. Daquele terreno, que eu comprei, peça uma cópia da escritura aí no Cartório. Em frente do presbitério tem uma faixa de terreno, que é a estrada do terreno comprado por mim, este terreno foi comprado pelo Monsenhor Arnould e com dinheiro da Igreja; por isso pertence à Igreja de São Roque, embora se não me engano é registrado com o nome de Monsenhor. Infelizmente não posso mandar meu irmão para a construção da Igreja em Sapecado. Agora devo unir todos para começar a fundação. Não cheguei a um acordo no Norte do Paraná. Mas quase no mesmo tempo fui chamado pelo Bispo de Botucatu para iniciar uma fundação Cisterciense na paróquia de Itatinga. Após várias visitas e conferências eu escolhi Itatinga para o que nós pretendemos; iniciar imediatamente a construção do Mosteiro. A planta já é pronta. Marcamos o dia 15 de agosto para as primeiras solenidades. Um padre já chegou da Europa; antes de ontem embarcaram mais dois monges. Assim espero, que os outros podem chegar até o dia da inauguração no mês de agosto. Naturalmente estou e estava muito ocupado, ocupadíssimo. Mas com a graça de Deus espero que tudo vai bem. Peço um momento em suas orações.
Muitas saudações ao Sr. e aos seus bons Padres."
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