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+ Edmilson Amador Caetano, O. Cist.
Caríssimos irmãos, Bem-vindos à nossa home page. Gostaria de falar algo aos nossos visitantes, aos que admiram a nossa vida monástica e aos que estão interessados em fazer parte dela. A vida monástica cisterciense é estruturada e vivida sobre a Regra de São Bento. Podemos dizer que nosso Pai São Bento colocou esta vida sobre alguns tripés:
O "tripé do discernimento vocacional" possui como primeiro elemento a solicitude para com o Ofício Divino. A Liturgia das Horas marca toda a jornada monástica. Ela é a santificação do tempo. O tempo "cronológico", torna-se tempo oportuno de graça através do louvor divino. A expressão de São Bento em RB 43, 3: "Ergo nihil opere Dei praeponatur" é semelhante a duas outras que estão na Regra . De fato, em RB 4, 21, encontramos nihil amor Cristi praeponere e em RB 72, 11 Christo omnino nihil praeponant. A absoluta dedicação a Cristo é comparável à dedicação ao Ofício Divino. Nada antepor ao Ofício Divino é equivalente a nada antepor a Cristo. Este tripé do discernimento vocacional, que é encabeçado pela máxima "si revera Deum quaerit" (se verdadeiramente, busca a Deus), tem no seu primeiro elemento como que uma resposta à dúvida que pode pairar sobre a vocação de alguém que busca o mosteiro. O Ofício Divino é lugar privilegiado da procura de Deus. A Celebração das horas é um lugar privilegiado da onipresença de Deus (cf RB 19,2). Não se trata de uma presença "passiva". Impossível pensar em presença passiva de Deus. Trata se de uma presença Salvadora. De fato o código litúrgico da RB(8-20) evidencia uma espiritualidade pascal. O Ofício das vigílias (noturno), antes da aurora nos recorda a vigília Pascal ("Uma noite em honra do enquanto espere as laudes matutinas que celebram a ressurreição. Claro! Quem ressuscitou com Cristo não volta a dormir! Sob este aspecto pascal é que também devemos ver a solenidade maior que é colocada nas vigílias do Domingo, dia Senhor), de modo que São Bento não quer que o monge após esta Celebração vá dormir, mas ocupe-se com algo, do Senhor , dia da Ressurreição do Cristo e Também nas solenidades dos Santos, nos quais o Cristo ressuscitado. O Espirito pascal do Opus Dei encontra-se também na divisão do ano litúrgico de Beneditino de 1 de novembro Páscoa 1 de Novembro (cf. RB 8), Páscoa 1 novembro- Páscoa (cf. RB 10) e Páscoa 14 de Setembro para a divisão do trabalho e leitura Espiritual (cf. RB 48). Até mesmo o número de horas que devem ser celebrados é Páscoa; oito, sete oficio durante o dia e um a noite, fazendo, assim, eco ao oitavo dia inaugurado por Cristo com a sua ressurreição. A vida do monge deveria ser uma contínua observância quaresmal (cf. RB 49), mas também em virtude da expectação pascal, pois na quaresma deve o monge "na alegria do desejo espiritual esperar a Santa Páscoa". Podemos assim dizer que a celebração do Opus Dei coloca o monge sempre na perspectiva pascal, que realiza plenamente a esperança Cristã. Caríssimos visitantes, vamos terminando por aqui esta nossa reflexão. Espero - em breve - continuar falando com vocês das riquezas da vida monástica. Saudações em Cristo! Voltar
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