De Igreja  a Paróquia de São Roque

Há cerca de trinta e três anos, nós, membros da Equipe de Nossa Senhora, participávamos das missas realizadas na Igreja de São Roque, e vem daí um grande relacionamento entre os equipistas e esta Igreja.

Aos domingos, após a missa, ficávamos alguns minutos conversando e trocando idéias na porta da Igreja. O movimento das Equipes de Nossa Senhora foi muito importante para os casais e marcou muito na nossa vida, principalmente na educação dos nossos filhos.

A Equipe de Nossa Senhora foi uma "sementinha" que continua crescendo na nossa vida.

Participando sempre na Igreja de São Roque, podíamos ver o trabalho dos Padres Dom Bernardo, Dom Bonifácio e Dom Guerrico, e nos tornamos uma família unida.

O tempo ia passando e os Padres (de fato, Monges Cistercienses), sem recursos, não tinham condições para sobreviver, pois quase todo o dinheiro arrecadado nas festas ficava para a Paróquia São José. Era preciso lutar para que a Igreja de São Roque se tornasse uma Paróquia.

Os casais participantes das Equipes de Nossa Senhora acharam prudente conversar com o Exmo. Bispo Diocesano, em São João da Boa Vista, mas nada foi conseguido.

Dom Guido, o Prior do Mosteiro, achou que o Mosteiro precisava ser fechado, e que os Padres deveriam retornar para a Itália. Todos os paroquianos ficaram muito tristes com o retorno dos padres para a Itália, principalmente as Irmãs do Colégio Santa Maria.

No dia 14 de junho de 1964 os casais das Equipes de Nossa Senhora prepararam uma festinha de despedida, com muitos presentes, para Dom Bernardo. A mesma foi realizada na minha residência (Walmyra e José Menechino). Todos os casais ganharam um livrinho: "Imitação de Cristo" , com dedicatória. Guardo este presente até hoje, onde está escrito: "Em Deus sempre unidos", Padre Bernardo, 14/6/64.

Padre Bernardo foi levado até Santos pelos equipistas Hélio Ribeiro e Osmar Frigo. No caminho passaram pela Paróquia de Vila Nova Cachoeirinha, na cidade de São Paulo, onde residiam alguns monges. Em Santos, Dom Bernardo ficou hospedado no apartamento do equipista Hersílio Angelo, antes de embarcar em um navio no porto de Santos com destino à Itália.

Os Monges Cistercienses sempre puderam contar com a amizade e o carinho dos rio-pardenses e de modo especial com o Sr. João Ubirajara Moreira e sua esposa Sra. Juvenilía Rocha Moreira (D. Filha), sempre presentes na vida do Mosteiro Nossa Senhora de São Bernardo.

No fim de 1967 chegava aqui em São José do Rio Pardo, Dom Agostinho Zacchetti. O Mosteiro estava em dificuldades. Era necessário que os paroquianos fizessem um trabalho intenso para angariar dinheiro. José Menechino, meu marido, achou que poderia ser feita uma rifa de uma quantia em dinheiro pela Loteria Federal. Eu e a D. Zeti saimos com o livro de ouro para angariar mais contribuições, pois era preciso comprar o cálice e todas as peças e materiais necessários. Penso que conseguimos vencer com amor, esperança e abnegação. A satisfação era imensa, pois após 3 anos de ausência, o Mosteiro voltou à ativa, com a promessa de que a Igreja de São Roque se tornaria uma Paróquia.

Apesar das tribulações e da luta, a alegria era contagiante, pois a criação da Paróquia era um sonho que iria se tornar uma realidade, pois nada supera o amor e a misericórdia de Deus.

"QUE TODOS SEJAM UM" (Jo, 17,21).

A unidade era necessária.

Não poderíamos deixar de citar algumas pessoas que também ajudaram na criação da Paróquia de São Roque: Irmãs do Colégio Santa Maria (Instituto Beatíssima Virgem Maria), Lourdinha e Heber Fontão; Everardo e Zeza Bergonzoni, Maria de Lourdes e José Garcia, Yolanda e João Franciosi, irmãs Breda e muitos outros.

"O tempo não pára, somente a saudade faz as coisas pararem no tempo" (Mário Quintana).

No dia 25 de janeiro de 1968 ocorreu a Missa da Inauguração da Paróquia de São Roque.

Walmyra Parreiras Menechino

 

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